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Pelo direito de liberdade de expressão ética na anonimidade.

Já é do conhecimento de muitos a  grosseira pretensão do "nobre" Deputado Gerson Peres que, através do Projeto de Lei 7131/2010 propõe instalar nesse país aquilo que ele chamou de "estabelecer as normas básicas de responsabilização dos autores, proprietários e editores de tais sítios (blogues e mecanismos similares) no caso de publicação de mensagens anônimas".

Segundo o referido PL - Projeto de Lei - os conteúdos dos comentários que não são passíveis de identificação e/ou anônimos  e que se enquandram em crimes contra a honra - difamação, injúria e calúnia - são de responsabilidade(s) do(s) proprietário(s), mantenedor(es), autor(es) ou editor(es) do(s) mecanismo(s). Obriga também esse PL que todos os sítios desta natureza procedam registro com nome completo, CPF ou CNPJ e identidade do proprietário no sítio governamental Registro.BR de forma gratuita e não onerosa, para fim exclusivo de cadastro (???).

Eu não sou contra nenhuma legislação que venha melhorar uma situação qualquer. As questões neste caso não são apenas os crimes contra a honra - já disciplinados pela nossa legislação através do Código Penal, ou a forma como estes crimes são praticados pela web - que a Lei de Imprensa pode muito bem enquadrar. O grande e verdadeiro incômodo - meu ponto de vista - está na obrigatoriedade de um registro - cadastro.

Sobre a questão 'crimes contra a honra' vejam o trabalho de YAMAMOTO, Crimes contra a honra praticados com o uso do computador, onde o autor, em suas considerações finais expõe:
"Levando em consideração o posicionamento que adota a classificação dos crimes informáticos em puros, mistos e comuns, pode-se concluir que o crime contra a honra perpetrado por meio da Internet se insere no contexto dos crimes virtuais comuns, por já estar tipificado no ordenamento jurídico penal, sendo a grande rede mundial de computadores e o computador propriamente dito, tão somente, instrumentos para a prática do crime.

Depois da análise do Princípio da Mínima Intervenção, tem-se que a honra objetiva e subjetiva já estão tuteladas pelo Direito Penal pátrio, de forma que a ofensa rogada por meio da Internet se amolda a uma das figuras descritas nos artigos 138 a 140 do Código Penal, ou nos tipos penais previstos na Lei de Imprensa, o que dispensaria a necessidade de legislação específica em torno do tema".
Sugiro também a leitura do artigo Crimes contra a honra em blogs, no sítio Observatório da Imprensa, que discorre sobre os três crimes contra a honra, sobre a responsabilidade civil e penal e a forma como se dá a responsabilização por tais atos. Além destes a própria rede está recheada de textos, artigos e acórdãos sobre o assunto.

Ou seja, a legislação brasileira tem mecanismos - mesmo que uma parte seja do século passado, pois nosso Código Penal é de 1940 com Getúlio Vargas - para julgar e punir os criminosos destas ações.

Sobre a obrigatoriedade do cadastro - no meu ver o ponto nevrálgico deste Projeto - existe hoje uma situação já estruturada e que bate de frente com nossa Carta Magna, a Constituição Federal de 1988, que regula a liberdade de expressão e informação em seus arts. 5º e 220, sendo que as principais disposições normativas são:

Art. 5°, IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;
Art. 5°, IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;
Art. 5°, XIV - é assegurado a todos o acesso à informação e resguardo do sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional;
Art. 220 - A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo, não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição.
§1° - Nenhuma lei conterá dispositivo que possa constituir embaraço à plena liberdade de informação jornalística em qualquer veículo de comunicação social, observado o disposto no art. 5°, IV, V, X, XIII e XIV;
§2° - É vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística.

O referido PL aparentemente baseia-se no art. 5º da nossa CF, que veda o anonimato, estando portanto, legalmente amparado. Acontece que nossa Carta Magna é de 1988, época em que a internet no Brasil dava seus primeiros passos, com embriões de rede que apenas ligavam algumas universidades do Brasil a instituições nos Estados Unidos. Hoje - 22 anos depois - a internet promoveu uma revolução nos meios de comunicação, colocando a liberdade de expressão e a anonimidade como prerrogativas interligadas de forma tênue e muito delicada.
 
E por anonimidade não estou defendendo a não moderação de comentários de anônimos. Particularmente configurei meu blogger para não receber comentários de anônimos e sempre moderar os comentários recebidos, e isso desde que o iniciei, e mesmo assim, já recusei comentários de pessoas com contas no Google por apresentarem conteúdos agressivos.

Me refiro a anonimidade através de um pseudônimo com o direito a liberdade de expressão. É o meu caso com o Lord Bondage e o de milhares de outras pessoas. É este o ponto da situação estruturada que não está de acordo com a nossa CF, pois em seu art. 5º (citado acima), veda o anonimato na manifestação de pensamento. Dessarte, o fato de eu e milhares de pessoas utilizarem um pseudônimo, mantendo-nos na anonimidade  para expormos nossos pensamentos não seria anticonstitucional?  Não sei responder.

Mas já não é de hoje que se trava uma batalha entre os que são a favor e os que são contra a anonimidade na internet. Por um lado um grupo vai defender que as pessoas não devem se esconder atrás de pseudônimos, sendo sempre elas mesmas. Por outro lado alguns vão defender que a anonimidade é fator importante para assegurar a liberdade de expressão. Até a Corte Suprema americana já pronunciou que a anonimidade pode ser essencial à liberdade de expressão: “Panfletos anônimos, folhetos, brochuras e até mesmo livros têm desempenhado um importante papel no progresso da humanidade."

Eu tenho um enorme respeito pela nossa Constituição Federal, mas como no caso de qualquer mudança, esta questão do direito de liberdade de expressão na anonimidade pode trazer consigo o potencial para o abuso, e, com isso, uma responsabilidade ética ainda maior. Também não o vejo como um instrumento insidioso, mas apenas uma ferramenta, como um martelo. Nas mãos erradas o martelo pode ser usado para arrebentar a cabeça de alguém, porém esse não é o seu propósito, e não significa que devam ser banidos, confiscados ou proibidos.

Encerrando meu raciocínio contrário à obrigatoriedade do registro, é fato que qualquer sítio dessa natureza (blogues ou mecanismos similares), que venham a incitar ou promover crimes, a partir da abertura de um processo judiciário, terão sim seus responsáveis identificados (mesmo utilizando pseudônimos) a partir da identificação do seu endereço IP, que nestes casos são fornecidos pelos provedores competentes. Outrossim, também é fato que se a obrigatoriedade do registro acontecer, estes milhares de sítios que se apresentam com pseudônimos, também deixarão de expressar seus pensamentos.

Finalizando, fiz um selo, que está na lateral deste sítio e convido à todos os pseudônimos (rsss) e simpatizantes a fazerem uso do mesmo como uma forma de manifestação democrática  pelo direito de liberdade de expressão ética na anonimidade.

3ª, mas ainda não a última parte (rss) de "Tua sub merece! Cuide dela..."

Desligue o som do Nirvana lá embaixo, clique na foto e veja o vídeo.


2ª, mas não última parte de "Tua sub merece! Cuide dela..."

Desligue o som do Nirvana lá embaixo, clique na foto e veja o vídeo.

Tua sub merece! Cuide dela...

Desligue o som do Nirvana lá embaixo, clique na foto e veja o vídeo.


A bunda


“A bunda, que engraçada.

Está sempre sorrindo, nunca é trágica.

Não lhe importa o que vai

pela frente do corpo. A bunda basta-se. (...)”


Carlos Drummond de Andrade

Este poema foi publicado postumamente, no livro Amor Natural (1994).


Origâmi de Cordas


Brilhas pelas formas que te dou
Origâmi de cordas
Nós e amarras que te transformam
Divina e
Antológica
Grilhões de algodão, juta e cânhamo
Especialmente para mim.


Pensamentos...


"Conhecer sua submissa a ponto de saber extrair-lhe e controlar seu gozo, é uma das mais eficazes formas de dominação."


Pensamentos...


"Não se domina a alma, esta é LIVRE e imortal. Domina-se o corpo, a mente e os sentimentos."


You Don´t Know What Love Is


Achei esse vídeo no YouTube. Simplesmente sensacional!

Desligue o som do Nirvana lá embaixo e curta essa beleza.



Cordas...

Que amarram, prendem, imobilizam...


Que libertam, dão asas...



Que modelam, modificam, dão formas...




Que provocam prazer, conforto, estabilidade...


E que fazem renascer outro ser.




Quem é vivo sempre aparece (rsss).



Adoro ler (faço isso de forma compulsiva) e escrever. Mas infelizmente minha vida profissional está me tomando mais tempo que o planejado, não me permitindo estar aqui neste espaço com a devida frequência e prazer que isso me proporciona.
Aos amigos blogueiros que acompanham este espaço, minhas devidas desculpas pelo abandono.
Um grande abraço à todos(as).
Saudações bdsemistas!


PS: a 2ª parte do conto de Lúcia - E Ele me fez para ser Dele - já vem por ai... rsss.

Conjugando a {cativa}ção


Eu cativo



Tú cativas



Nós {cativa}mos


Vamos conjugar o verbo "cativar" no BDSM?


A Raposa

Foi então que apareceu a raposa:
- Bom dia – disse a raposa.
- Bom dia – respondeu o principezinho com delicadeza. Mas ao voltar-se não viu ninguém.
- Estou aqui – disse a voz - debaixo da macieira…
- Quem és tu? – disse o principezinho – És bem bonita…
- Sou uma raposa – disse a raposa.
- Anda brincar comigo – propôs-lhe o principezinho. – Estou tão triste…
- Não posso brincar contigo – disse a raposa. – Ainda ninguém me cativou.
- Ah! perdão – disse o principezinho.
Mas, depois de ter reflectido, acrescentou: – Que significa “cativar”?
- Tu não deves ser daqui – disse a raposa. – Que procuras?
- Procuro os homens – disse o principezinho. – Que significa “cativar”?
- Os homens – disse a raposa – têm espingardas e caçam. E uma maçada! Também criam galinhas. É o único interesse que lhes acho. Andas à procura de galinhas?
- Não – disse o principezinho. – Ando à procura de amigos. Que significa “cativar”?
- É uma coisa de que toda a gente se esqueceu – disse a raposa. – Significa "criar laços…"
- Criar laços? -
Isso mesmo – disse a raposa. – Para mim, não passas, por enquanto, de um rapazinho em tudo igual a cem mil rapazinhos. E eu não preciso de ti. E tu não precisas de mim. Para ti. não passo de uma raposa igual a cem mil raposas. Mas, se me cativares, precisaremos um do outro. Serás para mim único no mundo. Serei única no mundo para ti…
- Começo a compreender – disse o principezinho. – Existe uma flor.., creio que ela me cativou.
- É possível – disse a raposa. – Vê-se de tudo à superfície da Terra…


(Antoine de Saint-Exupéry - O Principezinho)

E Ele me fez para ser Dele - Parte 1


Lucia é uma linda mulher. Dona de curvas delicadas; pele morena; seios magnificamente moldados com bicos rijos; lábios carnudos; grandes olhos negros; dentes perfeitos; pés e mãos sempre bem cuidados... Enfim Lucia é aquele tipo de mulher “quebra-pescoço”.

Casou-se com o primeiro e único homem de sua vida, Marcos, um putanheiro de marca maior. Aquele tipo de homem que não pode ver um rabo de saia. Falado por todos menos por Lucia; para ela seu cônjuge é o homem perfeito.
A visão do casal para os amigos e familiares é a melhor possível. Foram feitos um para o outro. Um putanheiro e uma linda e ingênua mulher que se amam muito.
A vida sexual do casal só é compartilhada pelos lençóis... Se estes falassem...

Lucia, 32 anos, não sabe ainda o que é um orgasmo! Marcos a trata como um bibelô, e ele precisa, é uma necessidade: ter em casa a bela mulher e fora as putas que saciam sua libido faminta!


Certo dia Lucia foi fazer compras num shopping. Fazia muito calor e ela usou um vestido branco que quando refletia a luz do sol o tornava um pouco transparente. O comprimento ia um pouco acima dos joelhos deixando à mostra suas lindas e torneadas pernas; sandálias de salto alto, uma maquiagem discreta, e seus longos cabelos soltos bailando ao sabor do vento. Era impossível não notar aquela mulher... Foi notada, e muito.

Quando ia abrir a porta de seu carro no estacionamento para ir embora, sentiu em seu ombro uma mão firme lhe tocando e uma voz rouca a falar-lhe grudada no pescoço:

- Senhorita, deixou cair esse papel no chão.


Quando Lucia virou-se se deparou com um homem alto, bem vestido, olhar marcante e forte... Por alguns segundos Lucia ficou paralisada. Apanhou o papel, colocou-o dentro de sua bolsa, entrou rapidamente no carro e foi embora. Chegando em casa o leu:

- Quero te fazer minha puta vadia! Liga-me 9999-9999. Senhor VanKlauss, teu futuro DONO!

Após ler aquilo por diversas vezes e sem entender o significado do que estava escrito ao final, sempre que relia, o rosto daquele homem formava-se à sua frente.
Quando ela resolveu ignorar o fato, indo em direção à cozinha jogar aquilo no lixo, seu marido chega do trabalho. Ela assustada amassa o papel e o coloca de volta na bolsa.

Alguns dias se passaram quando Lucia sai de casa para uma ida de rotina ao dermatologista. Ela se arruma e pega a mesma bolsa. Dentro do carro, procurando um batom para retocar os lábios carnudos, sente aquele papel dentro da bolsa... Ela o pega vagarosamente, e a imagem daquele homem novamente lhe vem à mente. Desamassa-o com cuidado e nele fixa seus olhos, hipnotizada. Pega o celular... Respira fundo... De repente escuta uma forte buzina; o semáforo abriu!


Aquilo estava ficando insuportável para Lucia. Ela não entendia o significado da palavra DONO, porém a frase “quero te fazer minha puta vadia” mexia com ela de forma até então nunca sentida.

Assim que saiu do médico Lucia retornou àquele shopping. Andava olhando e procurando ao mesmo tempo em que não queria encontrar nada. Entrou numa loja de lingeries e comprou um lindo conjunto vermelho, extremamente sexy e ousado para seus padrões. Dali mesmo ligou para sua manicura e foi fazer as unhas... vermelhas.


A noite esperou por Marcos sob lençóis de seda. Preparou-se num demorado banho. Massageou e hidratou seu delicioso corpo com um creme de perfume delicado. Assim que Marcos deitou-se ao seu lado ela o envolveu em seus braços e falou:

- Tenho um pedido a lhe fazer meu bem.

E olhando fixamente para os olhos de Marcos, lhe disse, num tom de voz macio onde se misturavam, doçura, sexualidade e desejos.

- Me faça sua PUTA VADIA meu amor!


Marcos arregalou os olhos, puxou o lençol que cobria as belas curvas de sua mulher, olhou-a dos pés a cabeça, começou a xingá-la, a humilhá-la, bateu em sua cara, pegou seu travesseiro e saindo do quarto disse:

- Minha mulher não é uma PUTA VADIA! Não foi com essa mulher que me casei. Componha-se Lucia, hoje vou dormir na sala, amanhã teremos uma longa e séria conversa.

Lucia ficou estática, paralisada, sem qualquer reação. Chorou compulsivamente, se considerando a pior das mulheres, se punindo por ter agido daquela forma. Seu rosto ardia e quando levou sua mão à face batida, sentiu um latejar diferente em suas carnes, que se encharcaram instantaneamente.


- O que está acontecendo? Estou louca? O que é isso?


Nomes, lugares e situações fictícias. Qualquer semelhança com casos reais é mera coincidência!

Precisamos de um lugar assim aqui no Brasil

Vi a postagem desse maravilhoso lugar no blogger da kaya http://kaya2007ds.blogspot.com/ - que faço questão de compartilhar por aqui. Vale a pena visitar o site.

Hotel CATONIUM, Hamburgo, Alemanha.

















 
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